terça-feira, 24 de janeiro de 2012

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'


Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social. 

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.

Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:


'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não
como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha
caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem
barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:

'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais.
Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.

Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Barulhos estranhos no céu assustam pessoas de todo o mundo



Sons muito peculiares e de procedência desconhecida estão sendo ouvidos em várias partes do mundo nos últimos dias. Vídeos hospedados no YouTube mostram diversas versões desse som (inclusive aqui no Brasil) e que, se forem reais, são mesmo assustadores.

Uma das primeiras ocorrência desses sons ocorreu na Ucrânia, em meados de 2011. Durante a tarde, um barulho muito estranho poderia ser ouvido de diversos pontos de Kiev, sem ninguém saber confirmar qual a procedência. Outras demonstrações do fenômeno podem ser ouvidas em vídeos gravados na Bielorrússia, nos Estados Unidos, na Malásia, Dinamarca, entre outros.

Os sons normalmente são metálicos e trazem a sensação de serem provenientes de alguma grande máquina. Testemunhas afirmam que o som é tão alto que inclusive as janelas passam a vibrar com a frequência das ondas sonoras.

Muito está sendo discutido a respeito, mas ninguém chegou a uma conclusão definitiva ainda.

Um site foi criado com uma coletânea de tudo o que já foi encontrado a respeito sobre o fenômeno.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A morte na mídia. Turistas acreditam ter filmado fantasma da princesa Diana

Veja o vídeo abaixo.

Ex-guarda-costas diz que Britney Spears participava de orgias


Fernando Flores, ex-guarda-costas de Britney Spears, disse que está pronto para contar tudo sobre a vida sexual da cantora durante suas turnês. Segundo ele, ela participava de ménage à trois, orgias e tinha relações lésbicas. As informações são do The Sun.
Britney e Fernando
 O ex-segurança garante que assinou um acordo de US$ 1 milhão com uma editora para contar tudo o que sabe sobre Britney Spears. O livro deve ser lançado na mesma época em quem a estrela se casar com Jason Trawick.

"Britney tem um enorme apetite sexual e, pelo que ela me disse, suas turnês tinham o clima de 'vale tudo'. Escutei histórias de ménage à trois, orgias, meninas fazendo sexo com meninas - coisas que deixariam o cabelo de qualquer um arrepiado", disse Flores.

"Ela tinha um grupo de jovens e atraentes dançarinos e as coisas ficaram loucas. Tinha bebida, drogas, todo o tipo de coisas", afirmou. "Uma vez entrei no banheiro dela e tinha uma foto dela em uma banheira com várias meninas. Era muito sexual. Ela me disse que foi em uma turnê e as coisas saíram do controle", finalizou. Flores trabalhou para Britney em 2010 e tentou acusá-la de assédio sexual, por repetidamente desfilar nua e ter relações sexuais na sua frente.

*Daea descobre possível sabotagem na Lagoa das Flores


Matéria do jornal O Liberal Regional.
17-01-12
Fico surpreso com a capacidade do ser humano. Se usasse a criatividade para o bem...

DA REDAÇÃO, FÁBIO ISHIZAWA - ARAÇATUBA
O Daea (Departamento de Água e Esgoto de Araçatuba) descobriu na semana passada uma possível sabotagem na tubulação que serve como ' ladrão' entre a Lagoa das Flores, no Jardim América, e o sistema de galeria de águas pluviais. No fim de semana foi registrado um boletim de ocorrência comunicando o fato à Polícia Civil.

De acordo com a assessoria de imprensa do Daea, apesar do boletim de ocorrência ter sido registrado somente no sábado, o caso havia sido descoberto na quinta-feira à tarde, pelo servidor André Luiz dos Santos, 44 anos.

Desde dezembro o Daea e alguns setores da prefeitura vêm atuando em conjunto para monitorar o nível da lagoa, inclusive com auxílio de duas bombas d`água que auxiliam na drenagem devido às fortes chuvas. Como medida preventiva, a capacidade da Lagoa das Flores foi ampliada em 70% e todas as galerias foram desobstruídas.

Durante uma das avaliações, o funcionário André Luiz dos Santos observou que havia um pedaço de madeira na tubulação que interliga a lagoa à galeria. Ele tentou retirar o objeto e teve dificuldade, sendo que foi preciso entrar para remover a peça.
Santos ficou surpreso ao ver que na realidade tratava-se de um quadrado de madeira com quase um metro quadrado que havia sido colocado no local para obstruir a tubulação, que tem diâmetro de 80 centímetros, impedindo a passagem da água para evitar o aumento no nível da lagoa e, consequentemente, o transbordamento e alagamento do bairro.

A peça estava bem na entrada da tubulação e, de acordo com a assessoria de imprensa do Daea, tudo indica que foi colocada propositalmente, da forma em que estava fixada e em local estratégico, onde dificilmente era possível ver a peça.
Na quinta-feira foi feita a desobstrução e o caso foi comunicado à diretoria do Daea, que se reuniu na sexta-feira e decidiu registrar um boletim de ocorrência. A Secretaria de Segurança Municipal foi acionada e procurou a delegacia para registrar o caso.

Mesmo com a desobstrução, pela primeira vez após o início do monitoramento da lagoa e instalação das bombas houve transbordamento e alagamento de casas próximas ao local. As fortes chuvas da madrugada de domingo provocaram o alagamento e atingiram cerca de 30 casas. As bombas e o aumento da capacidade da lagoa não foram suficientes para vencer o volume das águas.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Andaime. É decoração?

Agora o "objeto" saiu deste lugar. Mas só está do lado oposto. Por quanto tempo será?
Com a chuva que deu nesta madrugada (16) hoje de manhã os profissionais já estavam por aqui. Um andaime ficou uma semana "enfeitando" a externa do condomínio bem ao lado da  janela para colocação de canos externos. Hoje pela manhã desmontaram o andaime que estava do outro lado e o montaram ao lado da minha janela. Levaram a manhã toda entre conversas e risadas para montar o "objeto" do lado oposto para terminar de descer com o cano.






Agora, no meio da tarde, 15h20, e nada....vai ver acham que um andanime combina mais com a decoração externa do condomínio.


Quem sabe, até o carnaval acabem de descer o cano.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Pela 7ª vez!

Parece piada - de extremo mau gosto claro - mas pela 7ª vez...problemas no meu "apê".
Mais piada ainda são alguns profissionais falarem que eu pintei com caneta vermelha os locais de trincos, depois do reparo. Impressionante!
E ainda ouvi de um dos profissionais que pelo visto...querem só pintar! Senhor! Me dê paciencia!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Bom dia no "eterno canteiro de obras"!

Acordei agora à pouco (8h20) com pancadarias. Profissionais da construtora devem ter dormido aqui no condomínio hoje (risos) logo cedo! Quanto tempo eu não via tais profissionais em pleno sábado aqui.Nossa!


Nem fico irritado, muito pelo contrário, por mais que possam ter nos acordado, sinal que resolveram - acho -fazer como "manda o figurino".


Dia de sábado, conforme as regras do condomínio, obras são permitidas até as 16h. Portanto amigos....o dia só está começando.


Desejo realmente boa sorte aos apês que estão recebendo o reparo. Eu, como vocês me acompanham aqui no blog, não tive tanta sorte asim nas...cinco?seis vezes!


Assim como fiz com os profissionais da TV TEM (Rede Globo) e do Jornal "O Liberal", faço também com o repórter Eduardo Fonseca, do jornal Folha da Região. Obrigado tanto ao profissional quanto ao veículo. Mesmo eu pertencendo ao quadro de funcionários do outro grupo de comunicação, o SRC, ficou claro que profissional é profissional. Obrigado.


Abaixo a foto do batente de uma das minhas portas. Segundo um dos profissionais da construtora, ouvi a seguinte frase esta semana. "Os materiais que usamos aqui estão todos especificados no contrato". Então tá bom!


No meu próximo post, falarei das janelas! Aliás....o que ouvi também....



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Outros representantes da MRV vieram conversar comigo.

Nesta terça-feira (3/1/12), três representantes da construtora MRV estiveram aqui no apartamento para conversar comigo. Conversamos por aproximadamente 1h30.
Disseram que vieram para "resolver meu problema". Confesso, fiquei desapontado, quase beirando o decepcionado. "As portas e janelas são assim mesmo", ouvi de um deles. Segundo um dos representantes, a janela deve fechar de um lado. Do outro se ficar distante com está..."é normal". A porta da sacada, o mesmo.
Coloco aqui um exemplo - confesso até muito infantil - mas apenas como comparação. "Se um comprador quiser adquirir um apartamento da MRV, e chegar ao vendedor faltando uma pequeníssima parte do dinheiro necessária mas, comprovadamente através de toda a documentação provar que ao final de dois meses ele terá o restante do dinheiro, o vendedor/construtora esperaria?"
O exemplo acima é infantil como disse, mas apenas para ilustrar o seguinte, portas com rachaduras no batente, e que foi pintado após a "reforma" escondendo as mesmas rachaduras e passando a impressão que estão ocas, é normal? Porque ficou assim após a água escorrer pelas paredes passando pelos batentes e deixando-as assim...eu tenho de aceitar como "normal?". O vendedor tem de aceitar o "normal" da pessoa que quer comprar naquelas condições?
Ouvi uma frase que não sai da minha cabeça. "O material que foi usado aqui está especificado no contrato, usamos material de qualidade".
Tudo bem, também posso buscar informações junto ao banco que me financiou o imóvel. Pois conforme uma das matérias publicadas no jornal "O Liberal", em contato com o banco, o responsável da instituição disse que ninguém ainda o havia procurado. Simples, farei isso. Não quero nada além dos direitos de quem comprou um lar absolutamente novo e desde março, quando nos mudamos, não conseguimos passar mais do que dois meses e meio de 2011- até dezembro - sem que houvesse alguém da "equipe MRV" transitando no apartamento.
Lamentável!
Não posso dizer que a conversa não foi oportuna, sim foi pois, conheci outros responsáveis desta empresa. Vieram dispostos! Dispostos...